Nvidia revela GeForce RTX 5090 Blackwell com 32GB GDDR7 e DLSS 4
A Nvidia encerrou meses de especulações no mercado de hardware nesta manhã de 22 de setembro de 2026 ao apresentar oficialmente as especificações completas de sua nova placa gráfica topo de linha: a GeForce RTX 5090. Construída sobre o die GB202 da arquitetura Blackwell em processo customizado 4NP da TSMC, a placa estabelece novos patamares de desempenho ao integrar massivos 32 GB de memória GDDR7 operando a 28 Gbps sobre uma interface de 512 bits.
Largura de banda recorde e salto arquitetural
Com a adoção da memória GDDR7, a RTX 5090 alcança uma largura de banda teórica estarrecedora de quase 1,8 TB/s — um salto de mais de 75% em relação aos 1.008 GB/s da geração anterior RTX 4090. Essa vazão massiva de dados soluciona o principal gargalo de processamento em renderização 3D em resolução 8K nativa e abre as portas para execução local de modelos de linguagem de inteligência artificial de 70 bilhões de parâmetros sem quantização agressiva.
O chip conta com 24.576 núcleos CUDA, 192 núcleos de Ray Tracing de 5ª geração com suporte a micro-mesh invertido em tempo real e 768 núcleos Tensor de 5ª geração com precisão FP4 nativa, permitindo acelerar fluxos de difusão de vídeo generativo até quatro vezes mais rápido do que qualquer placa de desktop já produzida.
Estreia do DLSS 4 com interpolação neural de quadros duplos
Junto à placa, a empresa apresentou o DLSS 4 (Deep Learning Super Sampling). A tecnologia evolui o conceito de Frame Generation introduzido na geração Ada Lovelace para o chamado Multi-Frame Neural Synthesis, gerando até três quadros intermediários calculados por IA para cada quadro renderizado tradicionalmente pela GPU.
Em títulos pesados que utilizam Path Tracing completo como Cyberpunk 2077 e Alan Wake 2, a taxa de quadros salta de modestos 35 FPS em 4K nativo para sólidos 140 FPS com qualidade visual indistinguível da imagem de referência, mantendo a latência do sistema sob controle graças ao Nvidia Reflex 2.0.
Design térmico, consumo de energia e disponibilidade
Ao contrário dos rumores que apontavam consumos acima de 600W, a Nvidia conseguiu estabilizar o TGP (Total Graphics Power) de referência da RTX 5090 em 500W. O design Founders Edition utiliza uma nova câmara de vapor bidirecional com aletas de cobre ultrafinas e um conector 12V-2×6 reforçado com pinos de contato em ouro para evitar problemas de aquecimento.
O lançamento oficial nas prateleiras está agendado para o dia 15 de outubro de 2026, com preço sugerido de US$ 1.999 para a versão Founders Edition e modelos customizados de parceiros como ASUS, MSI e Gigabyte.
Perguntas frequentes
A RTX 5090 necessita de uma fonte de alimentação com padrão ATX 3.1?
A fabricante recomenda fontes de alimentação certificadas ATX 3.1 ou PCIe 5.0 com potência mínima de 850W a 1.000W e conexão nativa pelo cabo 12V-2×6.
O recurso DLSS 4 funcionará em placas das séries RTX 40 ou RTX 30?
A interpolação de múltiplos quadros do DLSS 4 é exclusiva da arquitetura Blackwell por demandar os novos núcleos Tensor de precisão FP4. No entanto, o upscaler Super Resolution receberá melhorias de algoritmo em placas mais antigas.
Qual barramento PCIe é recomendado para extrair o desempenho máximo?
A RTX 5090 é compatível com PCIe 5.0 x16, mas opera perfeitamente em placas-mãe PCIe 4.0 x16 com perda marginal de desempenho inferior a 2% na maioria das aplicações.