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Ray-Ban Meta de 3ª geração: os óculos com IA querem tirar o celular do seu bolso

por Lucas Almeida 5 min de leitura

A Meta passou o Connect 2026, em 23 e 24 de setembro, falando de uma coisa só: tirar a tela da sua mão. A empresa anunciou a terceira geração do Ray-Ban Meta (a partir de US$ 449), uma versão sem câmera chamada Ray-Ban Meta Audio (US$ 349), um pingente de IA batizado de Muse Charm, óculos de VR de US$ 1.299,99 para 2027 — e a promessa de mais de 100 estilos de óculos com IA até o fim do ano, com chegada a novos mercados, incluindo o Brasil. A pergunta que fica: isso substitui o celular?

Resposta rápida: o que a Meta lançou?

Ray-Ban Meta gen 3 (a partir de US$ 449, já disponível): câmera de 12 MP, bateria melhor que a da geração 2, seis microfones e botão de ação. Ray-Ban Meta Audio (a partir de US$ 349, envio em 13 de outubro): 43 gramas, 12 horas de bateria, sem câmera, nos estilos Clubmaster e Burbank. Meta Adventurer com estojo-carregador (US$ 249, envio em 23 de outubro). Linha Meta Glasses LISA Edition a partir de US$ 399. E os óculos de VR (projeto Phoenix) a US$ 1.299,99, só na primavera de 2027 no hemisfério norte.

A linha completa anunciada

Produto Preço (EUA) Quando Destaque
Ray-Ban Meta (gen 3) A partir de US$ 449 Já disponível Câmera 12 MP, 6 microfones, botão de ação
Ray-Ban Meta Audio A partir de US$ 349 13 de outubro 43 g, 12 h de bateria, sem câmera
Meta Adventurer US$ 249 23 de outubro Estojo que recarrega
Meta Glasses LISA Edition A partir de US$ 399 Novos estilos Edição de design
Ray-Ban Display (expansão) £ 749 / € 899 / CA$ 1.149 Pedidos abertos; Europa em 13/10 Modelo com tela na lente
Óculos de VR (Phoenix) US$ 1.299,99 Primavera de 2027 ~100 g no rosto + puck de ~300 g

O que já funciona sem o celular

Nos modelos com câmera, a Meta AI (agora com o modelo Muse) responde sobre o que você está vendo, traduz placas e conversas, tira fotos e grava vídeo por comando de voz, e faz chamadas. O botão de ação da gen 3 dá acesso rápido ao assistente. O que ainda depende do aparelho: configuração inicial, sincronização de mídia, navegação com mapa e qualquer app que não seja da Meta. Ou seja: os óculos substituem o celular em micromomentos — foto rápida, pergunta, mensagem —, não no uso geral.

Privacidade: o ponto fraco

Zuckerberg abordou o tema no palco: a luz de gravação continua, há tentativas de impedir adulteração e a empresa trabalha em “processamento privado” para os óculos. Não é trivial — a categoria inteira vive sob a desconfiança de quem está do outro lado da lente.

Snap, Apple e a corrida pelo rosto

Uma semana antes, a Snap lançou os Specs, óculos de RA autônomos de US$ 2.195 com duas telas e IA da OpenAI e do Google. A Meta respondeu com preço e variedade: em vez de um produto caro, dezenas de modelos entre US$ 249 e US$ 449, apostando que a categoria vira acessório de moda antes de virar computador. A Apple, por enquanto, segue no Vision Pro — um headset, não óculos.

Preços e chegada ao Brasil

A Meta citou o Brasil entre os novos mercados do Ray-Ban Meta até o fim do ano, junto com Singapura, Coreia do Sul, México e Emirados. Ainda sem preço oficial local: com impostos, a conta do modelo de US$ 449 tende a passar de R$ 3.500. Enquanto isso, a linha anterior e alternativas de áudio aparecem com frequência em ofertas:

Por que isso importa para você

Se você considera comprar óculos com IA, a gen 3 é a escolha óbvia entre os com câmera, e o Audio de US$ 349 é a entrada mais barata para quem só quer som e assistente. Para o mercado de celulares, o movimento da Meta é o primeiro sinal real de concorrência: não por substituição imediata, mas por “roubo de momentos” — cada foto tirada pelos óculos é uma vez que você não pegou o telefone. E, para o Brasil, a chegada oficial resolve o maior problema da categoria aqui: garantia e assistência.

Perguntas frequentes

Quanto custa o Ray-Ban Meta de 3ª geração?

A partir de US$ 449 nos Estados Unidos, já disponível. A versão sem câmera, Ray-Ban Meta Audio, custa a partir de US$ 349 e começa a ser enviada em 13 de outubro de 2026.

Os óculos da Meta funcionam sem celular?

Parcialmente. Comandos de voz, fotos, vídeos, traduções e perguntas à Meta AI funcionam nos óculos, mas configuração, sincronização de mídia e apps de terceiros ainda exigem o smartphone.

Os óculos da Meta chegam ao Brasil?

Sim. A Meta citou o Brasil entre os novos mercados do Ray-Ban Meta até o fim de 2026, sem preço local anunciado.

No DigitalRadar, acompanhamos o que pode substituir o seu celular. Fique no radar para não perder os próximos lançamentos.

Lucas Almeida
Redação DigitalRadar

Detectando e traduzindo o futuro da tecnologia para você.

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