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Apple investe US$ 5 bilhões em data centers verdes para IA no Texas

por Théo Carvalho 3 min de leitura

Em um de seus primeiros grandes anúncios de infraestrutura após a reformulação executiva da companhia, a Apple oficializou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, um plano de expansão de capital no valor de US$ 5 bilhões destinado à construção de dois novos campi de data centers hiper-escala no estado do Texas. O projeto visa sustentar a demanda exponencial de processamento do Apple Intelligence e do sistema Private Cloud Compute.

Autonomia computacional e chips Apple Silicon em escala de servidor

Diferente de rivais que terceirizam massivamente o processamento de modelos generativos para clusters de GPUs comerciais de terceiros, a Apple equipará as novas instalações exclusivamente com processadores proprietários baseados em arquitetura Apple Silicon de alta densidade (servidores alimentados por chips M4 Max e clusters interconectados M4 Ultra).

Essa abordagem garante que as requisições complexas da assistente Siri e os recursos visuais de machine learning do iOS 27 e macOS Sequoia rodem sob o padrão criptográfico do Private Cloud Compute. Nesse modelo, os dados dos usuários são processados exclusivamente em memória RAM volátil, sendo destruídos imediatamente após a conclusão da resposta, sem armazenamento em disco permanente e auditados por pesquisadores externos de segurança.

Operação 100% renovável com microrredes solares dedicadas

Para cumprir a meta corporativa Apple 2030 de neutralidade total de carbono em sua cadeia de fornecimento e produtos, o complexo no Texas será abastecido por uma fazenda solar dedicada de 850 megawatts, complementada por sistemas industriais de armazenamento de energia em baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP).

O resfriamento dos servidores adotará tecnologia de imersão líquida de circuito fechado com reaproveitamento integral da água tratada, reduzindo em 90% o consumo hídrico comparado a data centers tradicionais refrigerados a ar em regiões de clima árido.

Impacto estratégico na guerra da inteligência artificial

Com mais de 1,4 bilhão de dispositivos ativos elegíveis para recursos avançados de IA até o final deste ano, a garantia de capacidade própria de inferência em nuvem blinda a Maçã contra flutuações de custos de nuvens públicas como AWS e Microsoft Azure. Analistas de Wall Street receberam o anúncio com entusiasmo, destacando a preservação das margens brutas de serviços da empresa.

A primeira fase das operações tem inauguração prevista para o segundo semestre de 2027, gerando cerca de 1.800 postos de trabalho de alta especialização técnica em engenharia de dados e energias limpas.

Perguntas frequentes

Os dados dos usuários passam por servidores de terceiros no Apple Intelligence?

Não. Quando a tarefa excede a capacidade do chip do dispositivo, a requisição é direcionada estritamente aos nós do Private Cloud Compute gerenciados pela própria Apple com criptografia ponta a ponta.

Qual é a tecnologia de chips utilizada nos servidores da Apple?

Os nós utilizam processadores Apple Silicon das famílias M3 e M4 otimizados para alta eficiência energética e instruções matriciais de inferência por watt.

O investimento afetará o cronograma da meta ambiental Apple 2030?

A Apple reiterou que todas as novas instalações nascem já operando sob contrato de energia 100% limpa, preservando o compromisso de zerar a pegada de carbono líquida até 2030.

Théo Carvalho
Redação DigitalRadar

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