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Microsoft põe o Copilot no núcleo do Windows com Agent 365 e Microsoft IQ

por Lucas Almeida 4 min de leitura

A Microsoft realizou em 7 de outubro de 2026, em San Francisco, o seu primeiro grande evento de Windows desde maio de 2024. Satya Nadella, o CEO da Nvidia Jensen Huang e o chefe de Windows e Surface Pavan Davuluri subiram ao palco com uma tese só: a IA sai da nuvem e passa a rodar dentro da máquina. Os nomes novos são Agent 365, Microsoft IQ e um Copilot construído “dentro do núcleo” do sistema.

Resposta rápida: o que a Microsoft anunciou?

Que o Copilot deixa de ser um aplicativo sobre o Windows e passa a fazer parte do núcleo do sistema, acompanhado do Agent 365 (camada de agentes corporativos) e do Microsoft IQ. O hardware que sustenta isso é a plataforma RTX Spark da Nvidia, que estreia no Surface Laptop Ultra e roda o modelo Nemotron localmente. E, apesar do tamanho do evento, não há Windows 12.

O que significa “Copilot no núcleo”

Até agora, o Copilot era uma camada por cima: um painel, um botão, um aplicativo que conversava com a nuvem. Colocá-lo no núcleo muda três coisas de uma vez — ele passa a ter acesso ao sistema de arquivos e às configurações sem intermediário, pode agir sem conexão, e deixa de ser removível da mesma forma que um programa qualquer.

Essa última parte é a que vai gerar discussão. Integrar função ao sistema operacional é exatamente o movimento que rendeu à Microsoft duas décadas de processos antitruste, do Internet Explorer em diante. A diferença de 2026 é que o concorrente direto — Google, com o Googlebook lançado três dias antes — está fazendo o mesmo com o Gemini.

As peças anunciadas

NomeO que é
Copilot no núcleoAssistente integrado ao sistema, não mais um app por cima
Agent 365Camada de agentes para ambiente corporativo
Microsoft IQNova camada de inteligência anunciada no evento
RTX Spark + NemotronPlataforma Nvidia que roda o modelo localmente
Surface Laptop UltraPrimeiro hardware da Microsoft com o chip dedicado

A disputa real: onde a IA roda

O evento confirma a guinada de 2026. Em 2023 e 2024, a corrida era por quem tinha o maior modelo na nuvem. Agora é por quem consegue rodar modelo útil dentro do aparelho — Apple com o silício próprio, Google com o Googlebook e o Gemini, Microsoft com Nvidia e Nemotron.

A motivação não é só técnica. IA local corta custo de inferência, resolve parte do problema de privacidade corporativa e tira da mesa a dependência de conexão. Para a Microsoft, que paga a conta de nuvem do Copilot, cada tarefa que migra para o dispositivo do cliente é margem recuperada.

Por que isso importa para você

Se você usa Windows, o efeito prático chega em etapas: primeiro nos aparelhos novos com NPU ou chip dedicado, depois nas máquinas existentes, com funções reduzidas. Não há nada a fazer hoje além de uma coisa — ao comprar PC a partir de agora, olhe a memória e o acelerador de IA, não só o processador, porque é isso que vai definir quais funções o seu sistema vai receber em 2027.

Perguntas frequentes

Vem aí o Windows 12?

Não. Apesar de ser o primeiro grande evento de Windows em dois anos, a Microsoft não anunciou uma nova versão numerada do sistema.

O que é o Agent 365?

Uma camada de agentes voltada ao ambiente corporativo, anunciada no evento junto com o Microsoft IQ e a integração do Copilot ao núcleo do sistema.

A IA vai rodar sem internet?

Parte dela, sim. A plataforma RTX Spark da Nvidia roda o modelo Nemotron localmente, no próprio aparelho.

Preciso de um PC novo?

Para as funções locais, sim — elas dependem de hardware com acelerador de IA. Máquinas atuais devem receber um conjunto reduzido de recursos.

No DigitalRadar, acompanhamos para onde as gigantes estão movendo a computação. Fique no radar.

Lucas Almeida
Redação DigitalRadar

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