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Broadcom fatura US$ 29,6 bi e Nvidia promete 7x mais IA por megawatt

por Théo Carvalho 4 min de leitura

Duas notícias de setembro de 2026 mostram como a corrida dos chips de IA mudou de eixo. A Broadcom reportou receita trimestral de US$ 29,6 bilhões, alta de 86% em um ano, puxada por chips de IA feitos sob medida para gigantes da nuvem. Dias depois, a Nvidia divulgou que sua próxima plataforma, Vera Rubin, entrega até sete vezes mais tokens por megawatt que a geração Blackwell. O recado das duas: o gargalo agora é energia.

Resposta rápida: o que aconteceu?

A Broadcom fechou o terceiro trimestre fiscal com US$ 29,6 bilhões de receita (+86%) e lucro de cerca de US$ 13,1 bilhões, mais que o triplo do ano anterior; a receita de semicondutores de IA foi de US$ 16,7 bilhões, 73% dela em chips customizados. A Nvidia, por sua vez, apresentou testes iniciais do Vera Rubin com até 7x mais throughput de tokens por megawatt que o Blackwell, atacando o consumo de eletricidade, hoje o principal limite dos data centers de IA.

Broadcom: o lucro de fazer o chip do cliente

Enquanto a Nvidia vende GPUs de prateleira, a Broadcom projeta chips exclusivos (ASICs) para clientes como Google, Meta e OpenAI. O modelo é menos vistoso, mas rende: dos US$ 16,7 bilhões em semicondutores de IA no trimestre, 73% vieram desses chips sob medida. O lucro triplicou porque cada projeto ganho é um contrato de anos, com volume garantido.

Os números do trimestre

Indicador (3º tri fiscal 2026)ValorVariação anual
Receita totalUS$ 29,6 bilhões+86%
Lucro trimestral~US$ 13,1 bilhõesMais que o triplo
Receita de semicondutores de IAUS$ 16,7 bilhões73% em chips customizados

Nvidia Vera Rubin: a métrica virou “por megawatt”

Por anos, a Nvidia vendia desempenho bruto. Agora o argumento é eficiência: nos primeiros testes, o Vera Rubin gera até sete vezes mais tokens para cada megawatt consumido, em comparação com o Blackwell. Faz sentido — data centers de IA já esbarram na capacidade da rede elétrica, e startups como a Crusoe captam bilhões apenas para construir onde há energia sobrando. Quem entrega mais IA por watt vende mais, mesmo que o chip custe o mesmo.

O ruído político

Na mesma semana, Jensen Huang, CEO da Nvidia, participou de um jantar de Estado com o presidente chinês Xi Jinping e respondeu ao presidente Trump — que chamou os temores de uma “dominação” da IA de “farsa” — dizendo que a Nvidia garantirá que “todos vençam na corrida da IA na América”. Chips de IA viraram assunto de diplomacia.

Por que isso importa para você

Para investidores, a Broadcom mostra que há dinheiro grande fora da Nvidia, em um modelo mais previsível. Para empresas que compram nuvem, a corrida por eficiência energética é o que vai segurar — ou derrubar — o preço por token nos próximos dois anos. E para o Brasil, que tem energia renovável abundante, a métrica “tokens por megawatt” abre uma oportunidade concreta de atrair data centers, desde que a infraestrutura de transmissão acompanhe.

Perguntas frequentes

Quanto a Broadcom faturou no trimestre?

US$ 29,6 bilhões no terceiro trimestre fiscal de 2026, alta de 86% sobre o ano anterior, com US$ 16,7 bilhões vindos de semicondutores de IA.

O que é o Nvidia Vera Rubin?

É a plataforma de chips de IA que sucede o Blackwell. Em testes iniciais, entrega até 7x mais throughput de tokens por megawatt.

Por que “tokens por megawatt” virou a métrica importante?

Porque a eletricidade se tornou o principal limite para expandir data centers de IA. Mais tokens por megawatt significa mais IA com a mesma energia disponível.

No DigitalRadar, acompanhamos as gigantes que movem a tecnologia. Fique no radar para não perder as próximas análises.

Théo Carvalho
Redação DigitalRadar

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